Se você começou The 100 e desistiu ainda nos primeiros episódios, calma!

A série só melhora, a temática teen vai ficando cada vez mais para trás quando os residentes da Arca são forçados a crescer de formas mais severas, e por isso faço questão de dizer e repetir quantas vezes forem necessárias: é a melhor série de sci-fi. Dá mais uma chance, e eu te prometo que você não vai se arrepender.

Aviso: Terão muitos spoilers nas palavras que se seguem. Se isso é demais pra você, apenas assista a série e volte a esta página quando terminar.

Em 2014, chegava na CW a série teen, The 100, baseada no livro homônimo. De início, a série não agradou muito ao público, desde então tomou um grande rumo que se transformou numa das séries mais firmes e moralmente complexas e com muitas personagens femininas fortes. Me arrisco a dizer: é a melhor série de ficção científica da TV atualmente. A série também se preocupa em representar pessoas reais, sendo a protagonista uma mulher bissexual, colocando personagens negros em destaque e até mesmo mostrando histórias sobre deficiência física e depressão. O mais legal de tudo isso é que, no mundo construído por The 100, nada disso importa. As pessoas são pessoas. Gênero, sexualidade e etnia são apenas uma parte de quem elas são. Ninguém questiona isso, assim como deveria ser no mundo real.

Uma breve sinopse: 100 jovens “criminosos”, que residem numa nave espacial, chamada de Arca, são enviados à Terra 100 anos após um desastre nuclear que dizimou a população humana.

Eles não morrem de intoxicação por radiação, mas é aí quando as coisas ficam interessantes. Outras pessoas sobreviveram. Há os que são chamados de Grounders, que tiveram uma resistência natural à radiação e formaram tribos, sociedades primitivas. E, então, há os Homens da Montanha – um grupo descendente das elites que conseguiu chegar a um grande abrigo contra a radiação, Mount Weather, antes das bombas caírem.

O conflito entre os três grupos conduz as primeiras temporadas. Os episódios são cheios de traições, surpresas e brutalidade. Sobrevivência é a única lei nesta nova terra, pelo bem ou pelo mal.

Não existem mocinhos ou vilões, todos são colocados no mesmo patamar: humanos. As decisões tomadas pelos personagens são sempre carregadas de sacrifícios, os quais, muitas vezes, pessoais, o que torna tudo mais real para quem assiste. Aqui, todos são testados até o seu limite, e quando chegam nele, aí são testados mais uma vez.

Mas como nem tudo são flores, a terceira temporada não foi tão boa quanto sua antecessora, tendo como antagonista uma inteligência Artificial (A.I) que se chama A.L.I.E, fazendo uma espécie de “culto” prometendo paz e vida eterna na tal “Cidade da Luz”. Para chegar até lá deve apenas engolir um chip, mas como estamos falando de The 100, desconfie de tudo e de todos. Aqueles que ingeriram o chip ficam suscetíveis à A.I, formando assim o seu exército.

No fim da temporada, A.L.I.E revela que a Terra só tem mais seis meses, pois o nível de radiação está aumentando e irá erradicar toda a vida terrestre.

A quarta (e melhor) temporada começa pouco tempo depois do desfecho da terceira. Com a grande ameaça do “Armageddon nuclear”, eles devem correr contra o relógio o quanto antes para tentarem salvar o máximo de vida possível.

Em 2016, a série sofreu inúmeras críticas e boicote por parte de alguns fãs após matar alguns de seus personagens favoritos. Os produtores poderiam ter seguido pelo caminho mais fácil, ouvir os fãs e fazer exatamente o que eles queriam, o conhecido fanservice. Mas eles simplesmente apostaram em sua ideia criativa e entregaram o que se tornaria a melhor temporada da série, a quarta, elogiada pela crítica e principalmente pelos fãs.

A temporada conseguiu colocar 3 episódios entre os 5 mais bem avaliados no iMDB. Até a Forbes, a conceituada revista norte-americana, literalmente deitou para a série e rasgou inúmeros elogios ao episódio final, seu cliffhanger bem articulado, e que desfecho sensacional, dando ainda mais aquele gostinho de quero mais, aguçando a nossa curiosidade para continuar e saber mais o desenrolar da história.

Com a chegada da 5ª temporada em 2018, o desafio dos produtores não é mostrar que eles podem fazer algo notável e coeso, a gente já sabe disso. O maior desafio para a equipe criativa da série será conseguir manter o nível ou até mesmo superar o que já foi entregue nas temporadas anteriores.

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