A espera pela queridinha da internet finalmente teve um fim.

Black Mirror ganhou a sua 4º temporada lançada pela Netflix em 29 de dezembro de 2017, e, como de praxe, já rendeu boas críticas e reflexões. Criada por Charlie Brooker, a série continua com os enredos completamente independentes, divididos entre 6 episódios. São eles:

  1. Uss callister;
  2. Arkangel;
  3. Crocodilo;
  4. Hang the DJ;
  5. Metalhead;
  6. Black Museum.

Entretanto, as abordagens que foram utilizadas para retratar a consequente obscuridade da sociedade tecnológica, levam ao telespectador a sensação de “déjá vu”. Mesmo com histórias diferentes, há elementos da série que se repetem e tornam-se clichês. Também, o sarcasmo e criticidade se perdem em meio ao melodrama e a tentativa de explorar ideias que já são óbvias pelo público, além dos desfechos que estão previsíveis, o que não é comum no seriado.

Ainda assim, mesmo com algumas visíveis ou estrategicamente falhas de finalização, a série não perdeu o brilho e envolve aqueles que anseiam por tramas que caminham entre suspense, drama, tecnologia e sátira. O E-cine separou dois episódios dignos da sua atenção!

O último e melhor episódio da série tendo em vista; enredo, abordagem e interpretação, Black Museum, sem dúvidas, é a cereja do bolo. É aquele enredo digno de todos os parâmetros que Black Mirror ilustra.

Uma jovem (Letitia Wright) depara-se em um museu, ao lado de um posto de gasolina. Nele, há objetos e dispositivos, na verdade, é um memorial que ajuda a esclarecer casos sombrios e perturbadores que justificam o uso sem controle da tecnologia.

As  histórias são contadas pelo dono do museu, Rolo Haynes (Douglas Hodge), que possui visivelmente admiração de como as situações desenrolaram e fracassaram. Também, há  várias referências de outros episódios como White Bear (Urso branco, no Brasil) e são apresentados como uma excursão. 

O episódio “USS Callister” também não deixa a desejar, com a homenagem a Star Trek – seriado de ficção cientifica, aclamada pelo público, principalmente o nerd. A trama inicia “inocente” na qual criamos uma expectativa de enredo, porém, por trás há uma historia maior e cheia de complexidade.

Jesse Plemons interpreta um tímido e genial programador, Robert Daly, que é subestimado e alvo de chacota dos colegas de trabalho. Na empresa ele fica em ultimo plano para os demais, mas na sua casa e no jogo criado por ele, Robert é o capitão. Uma sacada genial em inverter papeis e mostrar que não a “mocinhos” ou ” vilões”, além disso Black Mirror mostra como a mente humana pode ser perversa e como esses dispositivos nos dão suporte para alimentar esses desejos.

 

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