A obra escrita por Sarah J. Maas cria um mundo onde os humanos por muitos anos foram escravizados por feéricos.

A vida de Feyre Archeron é basicamente voltada para a sobrevivência de sua família. A mais nova de três filhas — cujo pai, por problemas físicos e de força de vontade, não pode trabalhar —, ainda criança, aprende a caçar para garantir o alimento dos seus. Agora, entrando para a fase adulta, Feyre é envolta em um mundo perigoso e quimérico, porém encantador.

Após matar um lobo gigante, bate à sua porta uma besta que exige que o mal feito por Feyre seja reparado. Dessa forma, a garota precisa deixar sua família, quebrar a promessa que fez à mãe, e mudar-se para o outro lado da Muralha com o ser bestial.

Ela é levada para a Corte Primaveril, um local rodeado de segredos e governado pelo Grão-Senhor Tamlin, também conhecido como a besta que tirou Feyre de sua casa. No que parecia ser o local onde ela levaria uma vida de prisioneira, Feyre começa a se apegar aos seres à sua volta, os quais ela cresceu aprendendo a odiar e a ter medo.

Volta a pintar — basicamente, a única coisa que ela ama. Com uma crescente e nova felicidade, a protagonista da história descobre prazeres que ela jamais imaginou sentir, ao mesmo tempo que sente uma culpa por estar feliz, apesar de ter deixado os seus familiares. Nesse sentido, em seu primeiro livro, Sarah preocupa-se em explicar o que aconteceu eras atrás entre humanos e feéricos, a mitologia de Prythian, detalhes da Corte Primaveril, ao mesmo tempo que lança fragmentos de segredos que rodeiam Tamlin e sua Corte.

Tudo isso é visto pelos olhos de Feyre, uma personagem bem construída e de fácil apego. Apesar de a narrativa do livro ser agradável, boa parte dela é muito lenta, o que pode prejudicar a leitura. Com esse interesse de explicar de forma contínua o mundo da jovem, acaba que muita informação é dada mas com poucos acontecimentos.

Cassian, o melhor amigo de Tamlin, é um personagem bem escrito, assim como todos dessa trilogia. Entretanto, é irritante a relação inicial dele com Feyre. Amizades que começam com implicância de uma ou das duas partes, quase sempre é bem recebida pelos fãs dos gêneros literários YA e NA (Young Adult e New Adult, respectivamente), mas no caso dos dois se tornou algo desnecessário e forçado.

O livro ganha fôlego quase no final com as novas descobertas de Feyre e com o aparecimento da verdadeira ameaça. Somando tudo que acontece na história com o desenvolvimento dos personagens e a escrita, a lentidão não atrapalha ou faz desistir o leitor.

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