Série finaliza sua primeira temporada, mas isso quer dizer que você já pode se preparar para a provável continuação da trama.

Deadly Class é baseada na HQ de mesmo nome, atualmente com 36 issues. Conta a história de Marcus (Benjamin Wadsworth), um jovem assassino recrutado por uma escola que treina a alta elite de criminosos indo desde gangues simpatizantes da Ku Klux Klan, até a Yakuza. Ele é recrutado e começa a estudar “as artes das trevas”, mas por se tratar do ensino médio, é claro que não poderia faltar o clássico drama adolescente.

Quando se trata de adaptações, nós geralmente somos acostumados a ter versões que não nos agradam. Deixam de apresentar detalhes que queríamos ver, personagens que gostamos e até adaptam a ponto de se tornarem irreconhecíveis para quem leu ou viu a obra original. Meus exemplos são basicamente compostos por:

  1. The 100 (2014): A CW pirou total, e, se não fosse o suficiente, tiraram minha personagem preferida, Glass, totalmente da adaptação. Talvez esse seja um dos inúmeros motivos que as séries do canal não me desçam mais;
  2. Aniquilação (2018): Quem leu o livro sabe que eles só pegaram a ideia central e fizeram qualquer coisa (tudo bem que é o que adaptação significa, mas doeu meu coração). Eu, particularmente, estava muito ansiosa para ver a “torre viva” mas ela nem deu o ar da graça;
  3. Caixa de Pássaros (2018): Mesmo com uma adaptação mediana-boa, eu senti muita falta daquele pequeno detalhe do final – não falarei sobre pois como diz River Song: spoilers!

Porém, ainda que com algumas decepções podemos ter esperança nas adaptações, Deadly Class tá aí para provar que nem só de decepções vivem os fãs das obras originais. Li as HQs entre um episódio e outro, grande ato mostrando o quão imersa na história eu estava. Então, tenho total confiança em dizer que os responsáveis pela obra (prima) fizeram um ótimo trabalho.

A primeira coisa que me chamou a atenção na transposição foi a fieldade às falas das HQs, mesmo qualquer coisa boba eles transpuseram perfeitamente. Visualmente, também um ótimo trabalho. A “acid trip” do Marcus no quinto episódio da série talvez tenha sido a parte mais bem adaptada de toda a história da televisão e do cinema. Efeitos visuais impecáveis e a atuação, claro, sem qualquer defeito.

Ator Benjamin Wadsworth em cena de “Deadly Class”.

Entretanto, como nada é perfeito, a série tem, sim, seu defeito: a hiper-humanização do Master Lin. Creio eu que essa seja a parte em que resolveram colocar o plot pessoal, já que nada disso acontece nos quadrinhos. Mas, no meu ponto de vista, eles acabaram deixando o Lin extremamente humanizado e, talvez, no futuro, as pessoas não o odeiem como deveriam — tendo em vista que ele é um senhor extremamente doentio que gerencia uma escola feita para treinar assassinos.

No último ponto antes dessa publicação inteiramente focada em enaltecer Deadly Class, queria dizer: mais um motivo que me fez gostar tanto da série foi a escolha do cast. Nada de rostos repetidos que vemos em todos os cantos, o que é sempre bom. Tudo bem que vimos Lana Condor vivendo Lara Jean na romcom sensação do ano passado Para Todos Garotos Que Já Amei (2018); María Gabriela como nossa — quase — queridinha Isa TKM (2008); e Benedict Wong que conhecemos de inúmeros lugares, mas que, recentemente, introduzido no MCU como Wong em Doctor Strange (2016).

Deadly Class, a obra prima da transposição, não conta somente com ótimos roteiristas que souberam muito bem o que tirar e deixar, mas também com ótimo efeitos visuais, caracterização e casting. Uma segunda temporada é muito bem vinda e esperada.

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