Criação de Hiromu Arakawa, FullMetal Alchemist marcou época de muitos fãs de animes a partir dos anos 2000 inspirando jogos, versões de séries animadas e o filme em live-action pela Warner Bros. Japonesa, dirigido por Fumihiko Sori sendo lançado em dezembro de 2017, chegando recentemente à Netflix.

A história de Arakawa, traz os irmãos Elric, que através de uma tentativa mal sucedida de alquimia para trazer a mãe de volta à vida, acabam por sofrer perdas físicas, sendo que o personagem Edward usa um braço e uma perna mecânica enquanto Alphonse tem sua alma presa a uma armadura por perder totalmente seu corpo. Então os irmãos partem em busca da cobiçada Pedra Filosofal sendo a única maneira de terem seus corpos de volta.

Inicialmente para os fãs mais fervorosos do anime, o longa expressa muita liberdade criativa no decorrer da história, porém a versão live-action traz a essência da série animada além de trabalhar bem a ligação emocional entre os irmãos. E para quem ainda não está familiarizado com a atuação oriental, pode acabar estranhando a forma como eles conduzem o filme, trazendo o mesmo estilo do anime até a parte cômica, como algumas expressões mais exageradas ou um tom de voz mais elevado, o que pode gerar um certo choque cultural, principalmente para quem está acostumado com as produções hollywoodianas.

A caracterização dos personagens também é um caso à parte do filme, os figurinos são esteticamente bem produzidos, porém o visual de alguns deles se parece mais como figuras cosplay. No entanto, Ryosuke Yamada (Edward Elric), Dean Fujioka (Roy Mustang), Tsubasa Honda (Winry Rockbell), Ryuta Sato (Maes Hughes), entregam um ótimo trabalho na pele de seus personagens, inclusive na parte cômica.

Porém, nem todos os personagens são bem aproveitados no longa, para os homunculos que não são bem apresentados, deixando um certo tom de superficialidade que se torna ainda mais evidente nos minutos finais do filme. O que talvez seja o real ponto fraco, é que por ser uma história grandiosa e extremamente complexa, acaba por não ter um tempo suficientemente bom para desenvolver melhor a trama e de forma menos corrida, para dar mais espaço ao enredo e os seus personagens.

Por fim, o filme pode agradar quem busca por uma boa e bem dirigida aventura com pouco mais de duas horas de duração e aos fãs com uma mente mais aberta para as adaptações.

 

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