Terceiro episódio da série exibido no domingo (28) traz a esperada batalha de Winterfell contra os Withe Walkers.

Após passada toda a melancolia do episódio anterior, “The Long Nigh” (A Longa Noite) traz a batalha tão aguardada pelos fãs da série contra o exército dos mortos após sete temporadas preparando este clímax.

Game of Thrones sempre mostrou seu potencial quanto a produção de cenas das quais exigiam excelente roteiro, direção e fotografia, principalmente em momentos de grandes batalhas já realizadas, como “A Batalha dos Bastardos”, por exemplo. Um episódio marcante em vários aspectos que trazem ao espectador sensações de perigo, perda, derrota, angústia e claustrofobia.

“The Long Nigh” não fugiu a regra. A promessa de um confronto tenso, com mortes em grandes escalas é cumprida de certo modo. Porém, em aspectos de roteiro o terceiro episódio da série deixa muito a desejar e acaba falhando em pontos muito importantes. A promessa de um evento marcante e tão esperado ao longo de sete temporadas construindo a imagem de um vilão imponente. Mesmo com fogo, dragões e exércitos, o roteiro decepciona por não conseguir atingir o nível esperado e que já foi demonstrado na produção de batalhas em temporadas anteriores da série.

A ausência de iluminação tornou-se outro ponto prejudicial do episódio, principalmente nos primeiros minutos da batalha, a visibilidade é nula, e mal dá para compreender os acontecimentos. O único ponto de luz era guiado pelo fogo de algumas tochas, flechas e espadas.

No primeiro momento em que deveria encorajar os nortenhos na luta, após o gesto de Melisandre, passa a ter um efeito terror quando os pontos luminosos das chamas nas espadas dos Dothraki são lentamente apagados pelo exército dos mortos. Juntamente com algumas cenas internas de Winterfell, como a tensão de zumbis e corredores, talvez sejam os únicos momentos em que “The Long Night” consegue ter êxito em sua narrativa, além dos arcos femininos como Melisandre e Arya Stark, personagem que definitivamente se destacou com um final surpreendente ao conseguir derrotar o Rei da Noite.

Mas, apesar da surpresa ou euforia pelo encorajador feito da Stark, mais uma vez o roteiro falha ao propor a uma situação aparentemente impossível, uma solução simples e que no final desconstrói a jornada de um vilão que parecia ser tão ameaçador. Assim como a sorte excessiva do elenco principal para sobreviver, e mesmo após tantas cenas de risco em situações improváveis e que já há algum tempo vem fugindo a proposta inicial que fez Game of Thrones ser tão reconhecida por trazer elementos que surpreendam o espectador.

Após um grande e aguardado evento em conclusão, o que nos resta esperar pelos próximos três episódios, e que provavelmente seguirá a risca de seu nome “Jogo dos Tronos”.

Confira o trailer do próximo episódio!

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