No fim do ano passado finalmente começaram minhas férias da faculdade, e embarquei de cabeça nos animes, séries e filmes que tanto enchem e alegram meu coração sedento por coisas novas no terreno audiovisual.

Dessa vez foi o anime Jojo’s Bizarre Adventure (JoJo no Kimyo na Boken), originalmente publicado em mangá escrito e ilustrado por Hirohiko Araki, entre 1987 e 2004, e adaptado duas vezes para animação, primeiro em 1993 e 1994 com a metade da segunda parte intitulada “Stardust Crusaders”. Mas foi apenas em 2012 que o anime teve uma adaptação desde o começo pela Tokyo MX.

JoJo’s, em seu primeiro arco, narra o início da história da família Joestar, quando o patriarca da família, George Joestar, sofre um acidente  com sua esposa e o filho, Jonathan. O acidente é fatal para a esposa, e George fica gravemente ferido. Logo depois, Dario Brando, um bandido barato que passava pelo local, percebe ali uma oportunidade de roubar os pertences da família acidentada, já que os Joestar são riquíssimos. Entretanto, por estar inconsciente George pensa que Dario está ali para salvá-los da eminente morte e por esse favor promete que tomará conta da família Brando para sempre.

Anos depois, Jonathan já está crescido e tem tudo o que o dinheiro pode lhe oferecer, leva uma vida de prazeres, mas mesmo tendo todos esses privilégios não é um ser humano detestável. Até que após a morte de Dario Brando, o seu filho Dio Brando aparece na casa dos Joestar, e como George havia prometido ao seu salvador no fatídico dia, acolhe e cria Dio como se fosse um filho. Mas o menino já se mostrava bem esperto e cheio de malícias em tomar posse da riqueza da família que lhe deu abrigo. Os meninos crescem e a rivalidade entre os dois também se potencializa ao decorrer do tempo, e apesar de – obviamente – haver outros pontos na narrativa que são de extrema importância, não entrarei em detalhes nesse post.

Dio Brando (lado esquerdo) e Jonathan Joestar (lado direito)

JoJo’s Bizarre Adventure é um anime muito peculiar, primeiro pela ambientação da parte inicial (Phantom Blood) que se passa na Inglaterra durante o século XVIII, mas os figurinos e a forma que os personagens se comportam precisam manter a fidelidade e a honra acima de tudo (características que são provenientes do Japão). Outra coisa que chama bastante atenção é a animação cheia de marcações bem pontuadas, um diferencial que fisga qualquer um que já tenha contato com um bom shounen, além dos pensamentos em off onde nós como espectadores sabemos as reais motivações dos personagens. E o recurso é tão utilizado que às vezes chega a ser engraçado, porque as cores mudam para algo mais vibrante e saturado.

O que para mim é muito importante dentro de um anime, além do enredo e outros quesitos técnicos, é uma abertura e encerramento que empolguem e motivem para o próximo episódio, e isso é suprido totalmente com Roundabout (música da banda de rock progressivo da década de 70, Yes) e casa perfeitamente em um ponto que sempre tem um super drama. Para nós aqui do Brasil, há uma referência bem clara desse recurso que foi com a novela Avenida Brasil, o icônico congelamento em preto e branco. Em JoJo’s acontece a mesma coisa, só que ao som de Yes. 

Atualmente, na minha maratona, estou na parte três (Stardust Crusaders) e já passei pela parte dois (Battle Tendency), a minha favorita até agora! Como um bom shounen, existe um sistema de poderes, que apesar de não ser bem explorado em Phantom Blood, dá para entender como funciona e para que ele vai ser utilizado, mas adianto que tem a ver com vampiros! De primeira JoJo’s parece muito escrachado, e é mesmo, porém a história vai te envolvendo cada vez mais e junto com os personagens que são igualmente cativantes, se torna um mix de diversão, perfeito para quem busca algo descompromissado.

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