A nova minissérie da Netflix, “Maniac”, foi lançada na sexta-feira (21) e te emergirá em uma montanha-russa de cores e ficção.

Owen Milgrim (Jonah Hill) e Annie Landsberg (Emma Stone) não possuem muito em comum. Além do fato de sofrerem distúrbios mentais. Owen tem o diagnóstico de esquizofrenia, sofre com alucinações e já tentou suicídio. Agregando a todos esses problemas em sua mente, ele ainda precisa lidar com sua família problemática: um pai que o renega e usa a doença de Owen para ajudar seu filho mais velho, Jed, a se safar de um crime.

Já Annie precisa lidar com traumas do seu passado relacionados à sua irmã mais nova, sua mãe, enquanto que no presente, está o distanciamento e a própria dor do seu pai. Para amenizar esse sofrimento, a jovem recorre ao uso de drogas. Com motivações diferentes, ambos resolvem encarar um tratamento experimental que faz uso de entorpecentes alucinógenos, que promete ajudar os pacientes a resolver seus problemas psicológicos.

Os pacientes inseridos nesse tratamento ingerem três tipos diferentes de pílulas (A, B, C) e são guiados por um supercomputador chamado GRTA à viagens em sua mente, que sempre por meio de metáforas, levam Milgrim e Landsberg a refletirem e confrontarem suas aflições.

Hill e Stone conseguem transmitir uma química genuína, demonstrando a força da empatia que os dois personagens criam entre si. Brilham sozinhos quando a série traz, nas viagens alucinógenas, cenas de ação e tiroteio a la Kingsman, protagonizada por Emma que sai da pancadaria para o drama num mundo com um quê de Senhor dos Anéis para sua personagem enfrentar uma das suas maiores dores. Jonah consegue emocionar e impressionar ainda mais com sua interpretação reprimida e tímida, provando que não é apenas um bom comediante.

A série possui outros nomes conhecidos e importantes no enredo, Justin Theroux vive o Doutor James K. Mantleray, um dos criadores do supercomputador e de todo o experimento; Sonoya Mizuno, como a cientista e braço direito de James, Azumi Fujita; e a participação ilustre de Sally Field, mãe de James e a fonte de inspiração para a criação da máquina.

Para os mais amantes de audiovisual, a minissérie é um deleite para os olhos. Produzida por Cary Joji Fukunaga, o show brinca com cores, cenários e uma direção de arte impecável para prender o público desde o primeiro episódio.

A nova trama da Netflix merece o reconhecimento e críticas que vem recebendo. É uma obra que trará reflexão sobre a sociedade, relações pessoais e interpessoais.

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