Mágica, terror, romance e muito empoderamento são os ingredientes que levaram mais uma série de sucesso à Netflix.

Prestes a completar 16 anos de idade, a meia bruxa Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) precisa decidir se realizará o seu batismo sombrio, que consiste em a garota escolher viver completamente como humana, assim, abrindo mão de seus poderes como bruxa, porém continuando com os seus amigos, ou se tornar inteiramente bruxa, abdicando da sua liberdade, continuando com todos os seus poderes e servindo a Satã. O Mundo Sombrio de Sabrina chegou.

Sendo muito mais sombria do que a série original, Sabrina, Aprendiz de Feiticeira, a versão da plataforma de streaming traz satanismo e muito terror. Um dos elementos mais interessantes da série é não somente a exploração da religião em si, assim como as inversão de crenças, mas principalmente a critica que a mesma faz. O remake possui personagens extremamente devotos ao mundo sombrio, enquanto Sabrina é a mais indagadora e irreligiosa, trazendo dúvidas e reflexões sobre a fé cega que os outros indivíduos possuem.

A protagonista da série

A personalidade de Sabrina é uma grande e boa surpresa: com seu espirito idealista e o enorme afeto que a mesma possui para com seus entes queridos, a protagonista se mostrará uma muito inteligente e sagaz, totalmente diferente do que seria o padrão de personagem principal feminina em uma série como essa.

Além disso, o programa traz discursos importantes como o empoderamento feminino, identidade de gênero, pais abusivos, entre outros. Um ponto muito positivo para a série é o elenco principal. Juntamente com Kiernan, que dá um show interpretando Sabrina, temos Ross Lynch, intérprete de Harvey Kinkle, trazendo muito charme e química com Kiernan; Chance Perdomo no papel de Ambrose Spellman, por sua vez, acaba por fazer quase uma substituição ao querido gato Salem, infelizmente nesse remake não consegue falar. Nos papéis das conhecidas e queridas tias Spellman, Lucy Davis e Miranda Otto como Hilda e Zelda, respectivamente.

Quem também dá um show de interpretação e consegue conquistar a empatia do público apesar do seu papel é a Michelle Gomez, intérprete da malvada e sedutora Madame Satã. Outro aspecto muito interessante no programa: o tempo é incerto e relativo. A série não indica o ano em que se passa os acontecimentos e brinca com cenários e componentes de décadas passadas com um tom mais atual.

Para quem busca prolongar a sensação de Halloween oferecida por outubro, O Mundo Sombrio de Sabrina é uma ótima opção. A segunda temporada já foi confirmada pela Netflix.

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