Na última sexta-feira, 14, estreou na Netflix a série australiana que conta com o brasileiro Marco Pigossi no elenco.

Ao sair da prisão, Cal McTeer (Charlotte Best) precisa encarar seu passado e lidar com o relacionamento complicado que possui com a mãe e o irmão. Após 10 anos longe de todos, a perspectiva da garota sobre sua vida, o crime que a levou para a prisão e as pessoas misteriosas que habitam a cidade de Orphelin Bay, começam a mudar e se expandir.

É nessa cidade onde os misteriosos e atraentes tindelanders moram. São seres híbridos, metade humanos e metade sereias, vivem em Orphelin Bay a séculos e negociam com os humanos drogas que apenas eles conseguem.

A série é dividida em oito episódios de 40 minutos aproximadamente cada, enquanto seu trailer possui 1min38 e nele é onde existe toda a empolgação, pois consegue prender e atrair mais atenção do que a série. Diferentemente de produções cuja trama é lenta, porém ocorre o desenvolvimento, Stephen M. Irwin, criador e produtor do programa, conseguiu desperdiçar o que poderia ser o mais novo fenômeno da plataforma de streaming. A série é vagarosa, não desenvolve seus personagens, suas motivações, possui um enredo arrastado e preguiçoso, sem momentos impactantes ou que te façam, de fato, se interessar pelo show.

O trailer cria uma expectativa da mistura entre terror, suspense e drama, e traz o lado mais perverso das sereias à tona, mas não é o que ocorre no programa. Os episódios são bagunçados, onde acontece muita coisa ao mesmo tempo, não obstante o fato de você ter a sensação de que não acontece nada, uma vez que a trama não evolui.

As motivações de Adrielle (Elsa Pataky) são rasas e questionáveis, assim como outras atitudes da mesma. O que é lamentável, já que a atriz possui potencial notável para exercer bem o papel de vilã na trama. Assim como Adrielle, a grande parte dos outros personagens tem atitudes bem duvidosas quanto aos seus estimulos, fazendo com que o público não crie empatia ou torça para que os mesmos atinjam seus objetivos.

A única personagem com o desenvolvimento razoável é Cal. Felizmente, Charlotte consegue desempenhar bem o seu papel, sendo uma das poucas a conseguir criar um resquício de empatia com o público. Já Dylan, interpretado por Marco Pigossi, é o personagem coringa: garoto bonito com jeito de malvado, que, no fundo, tem bom coração. Pigossi não consegue convencer na interpretação, apesar do seu personagem ter um desenvolvimento razoável se comparado com os outros da trama.

A Netflix, que esse ano fez grandes acertos com A Maldição da Residência Hill e O Mundo Sombrio de Sabrina, acaba dando um tiro no pé nesse final do ano com Tidelands. Confira o trailer abaixo.

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