Zona de spoilers! O Cena Um traz uma análise detalhada sobre Vingadores: Ultimato.

No período de estreia, os irmãos diretores Anthony e Joe Russo haviam divulgado a tag #DontSpoilTheEndgame, fazendo um pedido aos fãs para não estragarem a experiência de quem ainda não pôde conferir Vingadores: Ultimato. Mas ambos já afirmaram que a partir desta segunda-feira (6) a zona de spoilers está liberada, portanto para aqueles que ainda não assistiram “End Game”, guardem suas surpresas para o filme.

Difícil imaginar como a Marvel irá se superar em produções futuras após a franquia Vingadores. Ultimato é um encerramento memorável para todos que acompanharam esse universo de 22 filmes ao longo de 11 anos desse Universo Cinematográfico. Apesar de ser uma sequência, Guerra Infinita e Ultimato possuem narrativas desenvolvidas de formas diferentes.

Enquanto Guerra Infinita explora o ponto de vista do Thanos, Ultimato resgata a essência do primeiro filme da franquia ao trabalhar o núcleo de equipe da formação original dos heróis. O prólogo apresentado mais sombrio que os demais minutos traz de volta a dramaticidade final de Guerra Infinita após o Snap de Thanos. A tentativa da equipe junto a estreante Capitã Marvel para encontrar o titã e reverter o desaparecimento de metade da população, acaba falhando após o vilão dizer que destruiu as joias do infinito. O sentimento de culpa de Thor prevalece e o mesmo termina o matando, nos primeiros minutos.

O drama perpetua após a passagem de tempo. Cinco anos depois, os heróis tentam seguir em frente, e é durante esses momentos que os diálogos se destacam pelo tom dramático. Intencionalmente, Christopher Markus e Stephen McFeely escreveram o roteiro de Ultimato para tocar o coração dos fãs.

Até a chegada de Scott Lang, o Homem Formiga, devolveu esperanças aos Vingadores abordando a teoria sobre o universo quântico e uma possível viagem no tempo que possa reverter o feito. Nesse momento, o filme embarca em referências e sequências de acontecimentos, e para quem não acompanhou o Universo Marvel ao longo desses mais de 10 anos, não entenderá a proposta de Vingadores: Ultimato.

O filme é nostálgico e usa o recurso da viagem no tempo para resgatar essas referências. Para quem acompanhou essas produções, é fácil identificar a inclusão de personagens e diálogos, presentes anteriormente. Ultimato é uma culminação de heróis, sendo que a Marvel celebra a si mesma e a sua própria história nos cinemas.

A divisão entre os núcleos em busca das joias funciona dentre aspectos de emoção e aventura, uma história no melhor estilo ficção científica. Por vezes, o longa desconstrói teorias sobre viagem no tempo, e mesmo não sendo este um ponto negativo, em alguns momentos peca em coerência, além de ser um tanto confuso. Em contrapartida ao prólogo sombrio, Ultimato oscila em aspectos de humor. Após a virada do tempo de cinco anos ao efeito Thanos, o filme ganha um novo tom, sendo mutável entre o drama e a comédia por vezes incluída de forma desproporcional.

Como citado antes, o filme destaca a primeira formação da equipe Vingadores. O elenco principal se destaca pelas excelentes atuações, seja em momentos de ação e principalmente no drama. A amizade entre Gavião Arqueiro e Viúva Negra é bem desenvolvida. Quando chegado o sacrifício da heroína de Scarlett Johansson pela joia da alma, o impacto da perda é sentido.

A trindade dos heróis da Marvel, Thor, Capitão América e Homem de Ferro, também chega ao seu ápice na batalha final contra o Thanos. O filme eleva o poder desses heróis com cenas épicas e dignas da euforia do público nos cinemas. O regresso dos personagens, apesar de previsível, é uma cena memorável para qualquer fã desse universo e para os fãs de cinema em geral. Admirável a direção dos irmãos Russo, ao contemplar tantos heróis em um momento único, permitindo cada um deles o seu espaço. Um momento nunca antes visto nos cinemas.

O estilo de combate que reúne todos heróis contra o exército de Thanos, segue um caminho diferente de Guerra Infinita, mesmo em cenas de ação descomunais Vingadores: Ultimato mantém o ritmo sem perder o drama, quando por último as joias reunidas pelo Homem de Ferro conseguem derrotar o titã e o seu exército.

É inegável o fato da saga Vingadores ter deixado a sua marca além de trazer revoluções ao cinema, e isso vai muito além dos números de bilheterias. Ultimato é grande, ousado, divertido e épico. O que melhor representa essa jornada de 11 anos do Universo Marvel nos cinemas. Obrigado, Vingadores!

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